Fui pra Belo Horizonte meio sem compromisso, esse fim de semana, e dei uma paradinha em Ouro Preto pra alimentar a curiosidade com a historia... Soube que o Museu da Inconfidência colocara alguns de seus livros antiquíssimos à disposição, para venda. Leis do Império, publicações periódicas centenárias de teorias e poesias, etc... tudo ali pra quem quisesse, a custos entre dois e dez Reais! Além da curiosidade com a história nas obras disponíveis, outra curiosidade me foi despertada. Por que abriram mão daquelas peças? Mesmo que já tivessem outras iguais, mantidas em seu acervo, por que colocar à venda como banana, assim? Por que não guardar, fazer leilão, ou distribuir entre outros museus, bibliotecas, escolas ou universidades... Muito trabalho pra guardar, ou cuidar? Inviavel a distribuição? Difícil a seleção?
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domingo, 3 de abril de 2011
A história nas mãos do povo
sábado, 22 de janeiro de 2011
Página 56, quinta frase
Transcrevo uma reflexão de Lewis, lida por causa de um joguinho no Facebook:
"Não é questão de opinião
O que estou tentando fazer aqui é evitar que se diga a maior tolice que muita gente diz por aí a respeito de Cristo: "estou pronto para aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não posso aceitar a sua reivindicação de ter sido Deus". Isso é algo que não devemos dizer. Um homem que fosse simplesmente um homem e dissesse o que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. De duas uma: ou ele seria um lunático - do mesmo nível do homem que diz ser um ovo cozido - ou então seria o próprio Diabo. Você terá que fazer a sua escolha. Ou ele seria, como é, o Filho de Deus, ou então um louco ou algo pior. Você poderia prendê-lo num manicômio, cuspir na cara dele ou matá-lo como a um demônio; ou então, poderia cair aos seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Porém, não me venha com essas bobagens moralizantes sobre ele ter sido um grande mestre humano. Ele não nos deixou escolha. E nem pretendia deixar."
(LEWIS, Mere Christianity (Cristianismo Puro e Simples) - citado em Um Ano com C. S. Lewis, p. 56. Ed. Ultimato)
"Não é questão de opinião
O que estou tentando fazer aqui é evitar que se diga a maior tolice que muita gente diz por aí a respeito de Cristo: "estou pronto para aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não posso aceitar a sua reivindicação de ter sido Deus". Isso é algo que não devemos dizer. Um homem que fosse simplesmente um homem e dissesse o que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. De duas uma: ou ele seria um lunático - do mesmo nível do homem que diz ser um ovo cozido - ou então seria o próprio Diabo. Você terá que fazer a sua escolha. Ou ele seria, como é, o Filho de Deus, ou então um louco ou algo pior. Você poderia prendê-lo num manicômio, cuspir na cara dele ou matá-lo como a um demônio; ou então, poderia cair aos seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Porém, não me venha com essas bobagens moralizantes sobre ele ter sido um grande mestre humano. Ele não nos deixou escolha. E nem pretendia deixar."
(LEWIS, Mere Christianity (Cristianismo Puro e Simples) - citado em Um Ano com C. S. Lewis, p. 56. Ed. Ultimato)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Vidas secas, ramos e graça...
Li Vidas Secas esse ano, de Graciliano Ramos. Um presente muito especial que ganhei de uma amiga. A leitura foi agradável e rápida, e me choquei quando cheguei no final. Não apenas pelo fim da leitura. Mas também pelo sentimento de contrição, ao ver a fotografia escrita de uma realidade tão irreal pra mim... o desenho em palavras das nossas mazelas sufocadas aqui tão perto...
As palavras fazem curvas na narrativa de Graciliano Ramos, que descreve o sertão de um velho homem de braços finos, estendidos no labor sob o sol de secura... da mulher de pernas secas, que assiste os filhos de futuro incerto... e dos filhos de natureza confusa, que olham o horizonte avermelhado... lembrando de uma cadela que guardava o afeto de todos...
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O futuro se dispersa... como os ramos de uma árvore seca apontando ao vasto céu de eternidade... E, de novo, se encontra... como o tronco desta árvore, padecido na secura desta terra... Há vida nova, muito além desta, seca... A graça dos ramos se encerra em "um mundo cheio de preás"... nas palavras de Graciliano Ramos. De vermelho a azulado, vasto céu de eternidade...
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